
Quando me iniciei na aventura da Psicologia, rapidamente me apaixonei. Conhecer novas pessoas, novas histórias, imaginar o passado e (co)construir o futuro, são experiências que muito nos engrandecem enquanto pessoas, psicólogos e terapeutas.
Apaixonei-me pela Psicologia Sistémica/Familiar pelo enfoque que coloca nas relações e nas diferentes perspetivas que cada membro de uma família ou de um casal pode trazer para a multiplicidade de vivências de cada um. Daí que a minha formação continue a seguir a exploração desta área do saber.
Acredito que, ao contrário do que muitos ambicionam, torna-se inexequível e irrealizável conhecer tudo, ter a experiência de tudo aquilo que nos rodeia. Porque tudo é muita coisa, e mesmo com todas as ferramentas ao nosso dispor, é delicado chegar mais além. Porque cada sistema é em si mesmo um sub-sistema, dentro de outro sistema maior, que por sua vez é também um sistema dentro de outro sistema ainda maior… Como é impossível conhecer tudo, guio-me pela Humildade Científica e logo compreendo que a melhor forma de alcançarmos um saber maior, é ter como alavanca as múltiplas visões sobre a realidade que, desde logo, permitam investigar os pontos de diferença, porque é nessa diferença que se gera novo conhecimento. De facto, a nossa visão dos acontecimentos é apenas e só uma visão da realidade!
Vamos ser sempre seres em construção, tanto de nós mesmos, como da nossa realidade envolvente, que nos vai transmitindo significados que nos permitem a interpretação de tudo o que existe, dando-nos igualmente informação acerca do caminho que devemos seguir e da porta que devemos abrir.
Conforme o nosso passado e presente, também podemos formar as nossas expectativas de futuro, aquilo que ansiamos atingir, mas que tantos receios e angústias nos faz ter. As crises, que são igualmente momentos de mudança, tudo contribui para a nossa construção pessoal que visa o conhecimento, o saber e a evolução do nosso sistema. Todos temos o nosso brasão pessoal que, em junção com outros brasões, se vai moldando numa lógica de cumplicidade, de humildade e modéstia, para um saber maior e mais repleto de histórias.
É com base nestas premissas que desenvolvo a minha intervenção a nível individual, com casais e com famílias.